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O código que você escreve pode matar pessoas

Em 2015, descobriu-se que a Volkswagen usava software para fraudar testes de emissão de óxido de nitrogênio. Dessa forma, seus carros pareciam ser menos poluentes do que de fato eram.

Estima-se que 60 pessoas morrerão prematuramente por causa disso.

Na sociedade moderna, programadores têm superpoderes que podem servir ao bem e ao mal com a mesma eficiência, o que nos leva a uma questão fundamental:

Estamos sendo éticos enquanto programamos?


A tecnologia está entranhada em todos os aspectos possíveis da sociedade. O código que você escreve em um dia normal de trabalho pode ter um impacto gigantesco na vida de muitas pessoas e você é a “última linha de defesa contra práticas potencialmente perigosas e antiéticas”. Você já pensou nisso?

A Uber usava um app falso para despistar investigadores. A Zenefits driblava certificações obrigatórias. A Volkswagen fraudava testes de emissão de poluentes. Sabe quem criou os softwares que permitiram tudo isso? Programadores brilhantes que seguiam ordens sem nenhum questionamento.

Fraude de documentos, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e pessoas, ransomware: crimes seríssimos fortalecidos pela alavanca da tecnologia.

A web foi projetada como uma plataforma aberta para o compartilhamento de informações. No último domingo, seu criador Tim Berners-Lee listou as três tendências que põem em risco esse caráter colaborativo: coleta e monitoramento de dados pessoais, notícias falsas e propaganda política pouco transparente.

Peça a um cidadão médio para descrever um programador e você ouvirá provavelmente “homem branco antissocial”. Nesse ótimo artigo, Birgitta Böckeler mergulha nas origens desse estereótipo e mostra porque ele é altamente nocivo à diversidade na indústria da tecnologia. Leitura obrigatória.

Falando nisso, o que acontece quando dois redatores, uma mulher e um homem, trocam suas assinaturas de email durante duas semanas? A reação de seus clientes muda completamente.

Mais um ótimo artigo para quem tem bebês na família. Cuidados para que a relação dos bebês nativos digitais com tantas telas não atrapalhe seu desenvolvimento.

Se estamos pensando de verdade na experiência do usuário, deveríamos desenvolver nossas aplicações no mesmo ambiente em que eles as usarão depois, certo? Sim, estamos falando de Windows, Android e telas pequenas, AKA vida real.

Você viu que cientistas conseguiram armazenar um bit em um… átomo? No futuro, olharemos para nossos discos rígidos com a mesma diversão com que olhamos hoje fotos dos primeiros computadores.

E não esqueça: se quiser compartilhar algum artigo bacana ou sugerir temas que gostaria de ver aqui, envie um email!

Até a próxima semana! 🍄

— LF

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