Por que você deveria ter (pelo menos) duas carreiras
Estou escrevendo essa introdução da minha cidade natal, no interior do Rio Grande do Sul. Meu plano de dados não funciona e meu notebook não passa de uma grande máquina de escrever. Efeitos da nuvem.
De certa forma, gosto desse choque de realidades. Me faz pensar em quanta gente ainda depende de conexões precárias e se minhas aplicações funcionam nessas condições.
Às vezes é preciso sair da nossa bolha de monitores gigantes e banda larga e se colocar no lugar dos usuários. Literalmente.
Kabir Sehgal está certo de que uma segunda carreira não tirará seu foco. Segundo ele, acontecerá o contrário: você se sentirá muito mais realizado, fará novos amigos e essa interdisciplinaridade poderá gerar inovação de verdade. Se pensarmos que o computador nasceu de um tear, faz sentido.
Um estudo concluiu que as quatro maiores causas de pedidos de demissão na tecnologia são práticas injustas de gestão de pessoas, estereotipagem, assédio sexual e bullying/hostilidade. Para ver o problema sob um outro ponto de vista, aqui vai a fatura: 16 bilhões de dólares de prejuízo todos os anos.
Saiu na semana passada o vídeo da minha talk no último RSJS. Aproveitei a oportunidade para falar sobre inglês. Há um punhado de exemplos onde saber a língua franca da tecnologia faz uma grande diferença, de situações do dia-a-dia a oportunidades de carreira. Se você prefere ler, aqui está a versão em prosa.
Você já reparou que os smartphones estão fazendo com que espaços de convivência como o café virem espaços de isolamento mútuo? Se isso é só a ponta do iceberg em direção às cidades inteligentes, fica a questão: será que tanta tecnologia será suficiente para satisfazer nossas necessidades sociais?
Depois de dissecarmos por que a linguagem de programação C ainda move o mundo, chegou a vez de falarmos de outra vovó: a SQL. Depois de tanto tempo, por que ela ainda reina quando o assunto é banco de dados? TL;DR: ela simplesmente funciona e é muito, muito boa no que faz.
Como programador ou programadora, você é a “última linha de defesa contra práticas potencialmente perigosas e antiéticas”. Se o software que você escreve coleta dados pessoais dos seus usuários, garanta que essas informações sejam 1) realmente necessárias e 2) tratadas com o devido cuidado.
Por fim, a piada pronta da semana: reza a lenda que um programador passou seis anos fingindo trabalhar e só então foi pego e demitido.
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Até a próxima semana! 🍒
— LF